
Repórter Jota Anderson
O Brasil registrou, no mês de março, o maior índice de inadimplência da história, segundo dados do SPC Brasil em parceria com a CNDL. O levantamento revela um cenário preocupante para a economia e para milhões de consumidores.
De acordo com o indicador, 74,31 milhões de brasileiros estavam com contas em atraso no terceiro mês do ano, o equivalente a 44,4% da população adulta do país. Em comparação com fevereiro, houve um aumento de quase 1% no número de devedores. Já na análise anual, o crescimento é ainda mais expressivo, chegando a cerca de 17% em relação a março do ano passado.
O perfil dos inadimplentes chama atenção. A maior concentração está entre adultos jovens, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos, que soma mais de 18,1 milhões de pessoas com dívidas em atraso. Na prática, isso significa que mais da metade dessa população — cerca de 53,5% — está com o nome negativado.
A análise regional também evidencia desigualdades. As regiões Centro-Oeste e Norte apresentam os maiores índices, com aproximadamente 48% da população adulta inadimplente. Já nas regiões Nordeste e Sudeste, o percentual gira em torno de 44%, enquanto o Sul registra cerca de 40%.
Outro dado relevante diz respeito aos principais credores. Os bancos e instituições financeiras lideram com ampla margem, concentrando 66,4% das dívidas em atraso. Em seguida, aparecem as contas básicas, como água e energia elétrica, responsáveis por cerca de 10,6% dos débitos.
O levantamento mostra ainda que, em média, cada consumidor negativado devia R$ 5.044,65 em março, considerando o total de suas pendências.
O aumento da inadimplência reflete o impacto de fatores como inflação, juros elevados e dificuldades na renda das famílias, acendendo um alerta tanto para o setor econômico quanto para políticas públicas voltadas à educação financeira e renegociação de dívidas.
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