
Repórter Jota Anderson
A população brasileira está vivendo mais, mas esse aumento da longevidade não significa, necessariamente, mais anos com saúde. Um estudo publicado na revista científica The Lancet Public Health mostra que os brasileiros passam, em média, 12 anos e meio da vida enfrentando algum problema de saúde ou limitação física.
A pesquisa avaliou dados de 204 países e territórios entre 1990 e 2023 e aponta que o período vivido com doenças no Brasil cresceu 20% nas últimas três décadas. Com isso, o país aparece na 16ª colocação mundial entre as nações onde as pessoas acumulam mais anos convivendo com problemas de saúde ao longo da vida.
Os Estados Unidos ocupam a primeira posição do ranking, com cerca de 14 anos vividos com doenças. Na sequência aparecem Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Holanda.
De acordo com os especialistas, o avanço da expectativa de vida no Brasil não foi acompanhado pela mesma evolução na qualidade de vida da população idosa. Entre as condições que mais afetam o bem-estar durante o envelhecimento estão diabetes, obesidade, dores nas costas, ansiedade e perda auditiva.
O levantamento também mostra que as mulheres vivem mais do que os homens, porém permanecem por mais tempo convivendo com doenças crônicas, o que representa um desafio importante para o sistema de saúde e para as políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável.
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